Segundo levantamento da Adepol do Brasil, o estado com maior desempenho de resolução de inquéritos é Goiás
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

A média nacional brasileira de solução de inquéritos policiais é de 72,71%, número que posiciona o país em patamar superior a nações desenvolvidas, como os Estados Unidos (33,4%), o Canadá (53,84%) e o Reino Unido (5,7%).
Os dados constam em pesquisa da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) do Brasil, que também comparou o país a nações em desenvolvimento, como Índia (71,3%) e México (2%).
Além do contexto internacional, o relatório investigou o índice de resolutividade dos inquéritos policiais dos 26 estados da federação e do Distrito Federal. Segundo o documento, o estado de Goiás é o mais bem pontuado do país, acumulando média de 103% nos anos de 2023 e 2024. A unidade da federação é seguida por Mato Grosso do Sul (102,8%), Mato Grosso (95%) e Amapá (90,43%).
Entre os estados com piores índices, estão o Piauí (37,06%), Ceará (42,16%), Tocantins (49,1%) e Santa Catarina (52,12%). Na perspectiva de regiões demográficas, o Centro-Oeste registrou maior porcentagem de elucidação de inquéritos, acumulando uma taxa de 90,45%. Em seguida, estão Norte (75,58%), Sudeste (73,95%), Sul (66,05%) e Nordeste (62,21%).
A Adepol formulou a pesquisa a partir da taxa de solução de inquéritos de crimes de homicídio, patrimônio e violência doméstica. Para isso, a Associação utilizou como método de levantamento de dados o envio de quatro questionamentos aos estados e ao DF.
“Com base em dados oficiais fornecidos diretamente por cada instituição policial consultada, trata-se de um estudo solidamente fundamentado acerca dos índices de resolutividade e elucidação dos inquéritos conduzidos pelas Polícias Civis e pela Polícia Federal”, explica Rodolfo Laterza, presidente da Adepol do Brasil.
O objetivo das perguntas era identificar, além das categorias de crime mencionadas, a proporção entre inquéritos instaurados e relatados, com ou sem autoria, a quantidade de operações e prisões de crimes praticados por organizações criminosas e possíveis defasagens nos quantitativos.
“A metodologia aplicada e os parâmetros estabelecidos resultam em um rico substrato documental e estatístico das instituições, que evidencia, inclusive, o déficit de efetivo, o subfinanciamento crônico e o sucateamento progressivo das polícias”, frisa Laterza.
Dos entes da federação, apenas o estado do Maranhão não foi inserido na pesquisa, uma vez que seus dados não puderam ser obtidos em razão de mudança interna de sistema.
Adepol-AL Associação dos Delegados de Policia de Alagoas