{"id":3674,"date":"2023-05-24T07:44:38","date_gmt":"2023-05-24T10:44:38","guid":{"rendered":"http:\/\/adepol-al.com.br\/portal\/?p=3674"},"modified":"2023-05-24T07:44:38","modified_gmt":"2023-05-24T10:44:38","slug":"visitas-intimas-em-estabelecimentos-prisionais-brasileiros-direito-ou-regalia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adepol-al.com.br\/portal\/visitas-intimas-em-estabelecimentos-prisionais-brasileiros-direito-ou-regalia\/","title":{"rendered":"Visitas \u00edntimas em estabelecimentos prisionais brasileiros: direito ou regalia?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Visitas \u00edntimas em outros\u00a0pa\u00edses<\/strong><br \/>\nNos\u00a0Estados\u00a0Unidos\u00a0\u00e9\u00a0proibida\u00a0a\u00a0visita\u00a0\u00edntima\u00a0em\u00a0pres\u00eddios\u00a0federais.\u00a0Na\u00a0maioria\u00a0dos\u00a0estados norte-americanos percebemos uma evolu\u00e7\u00e3o legislativa no sentido de tamb\u00e9m limitar tal prerrogativa.<\/p>\n<p>No ano de 1993, dezessete estados tinham programas de visita\u00e7\u00e3o conjugal; j\u00e1 na d\u00e9cada de 2000 esse n\u00famero caiu para seis, com apenas Calif\u00f3rnia, Connecticut, Mississippi, Novo M\u00e9xico, Nova York e Washington mantendo a permiss\u00e3o de tais visitas. Em 2015, Mississippi e Novo M\u00e9xico eliminaram seus programas, restando apenas quatro dos cinquenta estados norte-americanos admitindo essa modalidade de\u00a0visita.<\/p>\n<p>A Suprema Corte dos Estados Unidos (e v\u00e1rios tribunais federais) tem decis\u00f5es no sentido de que os prisioneiros n\u00e3o t\u00eam direito constitucional a visitas \u00edntimas. Como\u00a0exemplo,\u00a0citamos\u00a0o\u00a0caso\u00a0William\u00a0Gerber\u00a0vs\u00a0Rodney\u00a0Hickman,\u00a0de\u00a02002:<\/p>\n<p><em>&#8220;O\u00a0tribunal\u00a0considerou\u00a0que\u00a0a\u00a0perda\u00a0do\u00a0direito\u00a0\u00e0\u00a0rela\u00e7\u00e3o\u00a0\u00edntima\u00a0era parte\u00a0integrante\u00a0da\u00a0pris\u00e3o\u00a0por\u00a0condena\u00e7\u00e3o\u00a0por\u00a0um\u00a0crime.\u00a0Muitos\u00a0aspectos do casamento, tornando-o um direito civil b\u00e1sico, como coabita\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00f5es sexuais e gera\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de filhos, foram substitu\u00eddos pelo confinamento. A conclus\u00e3o do tribunal de que o direito de procriar era inconsistente com o encarceramento n\u00e3o dependia da ci\u00eancia da insemina\u00e7\u00e3o artificial ou de qu\u00e3o f\u00e1cil ou dif\u00edcil era realiz\u00e1-la. Em vez disso, foi uma conclus\u00e3o decorrente da considera\u00e7\u00e3o da natureza e dos objetivos do sistema correcional,\u00a0incluindo\u00a0isolar\u00a0prisioneiros,\u00a0dissuadir\u00a0o\u00a0crime,\u00a0punir\u00a0os\u00a0infratores\u00a0e\u00a0fornecer reabilita\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em>\u00a0[1]\n<p>O\u00a0sistema\u00a0ingl\u00eas\u00a0trata\u00a0a\u00a0tem\u00e1tica\u00a0de\u00a0forma\u00a0bem\u00a0semelhante.\u00a0Ainda\u00a0que\u00a0a\u00a0visita\u00a0\u00edntima\u00a0possa\u00a0contribuir\u00a0para\u00a0a\u00a0reinser\u00e7\u00e3o\u00a0social,\u00a0isso\u00a0n\u00e3o\u00a0indica\u00a0que\u00a0ela\u00a0precisar\u00e1\u00a0acontecer\u00a0no\u00a0ambiente do c\u00e1rcere. Por isso, n\u00e3o s\u00e3o permitidas as visitas \u00edntimas no interior dos\u00a0estabelecimentos\u00a0prisionais,\u00a0ainda\u00a0que\u00a0os\u00a0detentos\u00a0de\u00a0baix\u00edssimo\u00a0risco\u00a0possam\u00a0sair\u00a0para\u00a0ter\u00a0essa\u00a0rela\u00e7\u00e3o\u00a0\u00edntima.\u00a0Essa\u00a0f\u00f3rmula\u00a0de\u00a0sa\u00eddas\u00a0tempor\u00e1rias\u00a0\u00e9\u00a0muito\u00a0semelhante\u00a0\u00e0\u00a0que\u00a0est\u00e1\u00a0na lei brasileira. Veremos sobre isso \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s\u00a0promover\u00a0recente\u00a0altera\u00e7\u00e3o\u00a0legal,\u00a0a\u00a0Pol\u00f4nia\u00a0tamb\u00e9m\u00a0estabeleceu\u00a0restri\u00e7\u00f5es\u00a0ao\u00a0direito de visita \u00edntima, passando a tratar da referida quest\u00e3o sob um contexto de\u00a0&#8220;recompensas&#8221;\u00a0ou\u00a0medidas\u00a0motivacionais\u00a0ao\u00a0bom\u00a0comportamento\u00a0prisional\u00a0no\u00a0ambiente\u00a0carcer\u00e1rio.<\/p>\n<p>O modelo Polon\u00eas foi levado a questionamento no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, ocasi\u00e3o em que ficara assentado n\u00e3o haver nessa sistem\u00e1tica qualquer viola\u00e7\u00e3o a direitos fundamentais da pessoa presa\u00a0[2].<\/p>\n<p>De outro turno, em alguns pa\u00edses de cultura isl\u00e2mica, h\u00e1 menos restri\u00e7\u00f5es \u00e0s\u00a0visita\u00e7\u00f5es,\u00a0at\u00e9\u00a0mesmo\u00a0pela\u00a0objetiva\u00e7\u00e3o\u00a0da\u00a0mulher.\u00a0J\u00e1\u00a0na\u00a0America\u00a0Latina,\u00a0a\u00a0tradi\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0de permiss\u00e3o\u00a0de\u00a0visitas\u00a0\u00edntimas\u00a0no\u00a0interior\u00a0do\u00a0complexo\u00a0prisional.<\/p>\n<p>E toda essa discuss\u00e3o sobre o desenho hist\u00f3rico-evolutivo das visitas \u00edntimas pode ser fundamental para entender o porqu\u00ea de caminharmos para a limita\u00e7\u00e3o do instituto, considerando-o uma regalia. At\u00e9 mesmo para baratear os custos do sistema prisional e\u00a0garantir\u00a0a\u00a0resolu\u00e7\u00e3o\u00a0de\u00a0problemas\u00a0estruturais\u00a0reais\u00a0da\u00a0execu\u00e7\u00e3o\u00a0penal.<\/p>\n<p>Afinal,\u00a0cerca\u00a0de\u00a01\/3\u00a0dos\u00a0pres\u00eddios\u00a0brasileiros\u00a0t\u00eam\u00a0estrutura\u00a0voltada\u00a0\u00e0s\u00a0visitas\u00a0\u00edntimas, sendo\u00a0que,\u00a0se\u00a0tal\u00a0prerrogativa\u00a0for\u00a0tornada\u00a0obrigat\u00f3ria\u00a0aos\u00a0outros\u00a02\/3,\u00a0haver\u00e1\u00a0drenagem\u00a0de\u00a0recursos\u00a0para\u00a0programas\u00a0que\u00a0fomentam\u00a0reais\u00a0direitos\u00a0essenciais\u00a0\u00e0\u00a0dignidade\u00a0do\u00a0detento, bem\u00a0como\u00a0\u00e0queles\u00a0nevr\u00e1lgicos\u00a0\u00e0\u00a0sua\u00a0reinclus\u00e3o.\u00a0Lembre-se\u00a0de\u00a0que\u00a0somente\u00a032,3%\u00a0dos\u00a0estabelecimentos prisionais possuem biblioteca, 27,1% det\u00e9m consult\u00f3rio odontol\u00f3gico\u00a0e, somente, 26,5% ostentam oficinas de trabalho\u00a0[3].<\/p>\n<p><strong>A\u00a0tentativa\u00a0de\u00a0pacifica\u00e7\u00e3o\u00a0sexual\u00a0dos\u00a0pres\u00eddios<\/strong><br \/>\nO direito de visita ao preso passou a ser previsto expressa e genericamente na legisla\u00e7\u00e3o brasileira a partir de 1984, com a Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (Artigo 41, X). O\u00a0objetivo principal do direito \u00e0 visita parece ser o de manter o v\u00ednculo exterior do preso\u00a0com c\u00f4njuge\/companheiro, amigos e parentes, assegurando-se importante suplemento\u00a0para o desiderato de reinser\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Mas\u00a0n\u00e3o\u00a0se\u00a0pode\u00a0confundir\u00a0o\u00a0direito\u00a0\u00e0\u00a0visita\u00a0\u2014\u00a0genericamente\u00a0considerado\u00a0\u2014\u00a0com\u00a0o\u00a0de visita\u00a0\u00edntima\u00a0(trocas\u00a0sexuais\u00a0chanceladas\u00a0pelo\u00a0Estado\u00a0dentro\u00a0dos\u00a0pres\u00eddios).<\/p>\n<p>O direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos sexuais dos custodiados deve ser analisado \u00e0 luz de sua compatibilidade com os deveres do Estado no que concerne \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica.<\/p>\n<p>Mesmo porque, segundo os tribunais superiores, o pr\u00f3prio direito \u00e0 visita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 absoluto, de modo que a forma de seu exerc\u00edcio pode e deve ser regulamentada pela administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria e pelo Ju\u00edzo das execu\u00e7\u00f5es\u00a0[4].<\/p>\n<p>Quando\u00a0se\u00a0fala\u00a0da\u00a0famigerada\u00a0visita\u00a0\u00edntima,\u00a0h\u00e1\u00a0de\u00a0se\u00a0sobrelevar\u00a0que,\u00a0para\u00a0os\u00a0homens,\u00a0\u00e9 permitida h\u00e1 quase 40 anos; entretanto, as mulheres passaram a ter sim\u00e9trico direito\u00a0somente\u00a0no\u00a0come\u00e7o\u00a0do\u00a0ano\u00a02000,\u00a0pois,\u00a0apenas\u00a0em\u00a01999,\u00a0o\u00a0Conselho\u00a0Nacional\u00a0de\u00a0Pol\u00edtica\u00a0Criminal e Penitenci\u00e1ria (CNPCP) assim o recomendou na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1\u00ba de 30 de mar\u00e7o de 1999.<\/p>\n<p>Essa\u00a0diferen\u00e7a\u00a0talvez\u00a0esteja\u00a0ligada\u00a0\u00e0\u00a0tese\u00a0hist\u00f3rica\u00a0de\u00a0que\u00a0a\u00a0viol\u00eancia\u00a0masculina\u00a0nos\u00a0pres\u00eddios pode estar conectada \u00e0 abstin\u00eancia sexual. Mas esse argumento traz fragilidades incontest\u00e1veis. Se fosse o sexo uma necessidade humana intr\u00ednseca, n\u00e3o deveriam ter sido as mulheres consideradas na g\u00eanese da implementa\u00e7\u00e3o desse\u00a0&#8220;direito&#8221;?<\/p>\n<p>De todo modo, alguns defendem que a visita \u00edntima \u00e9 importante mecanismo de preserva\u00e7\u00e3o da dignidade do preso, principalmente pela necessidade corp\u00f3rea de extravasamento das tens\u00f5es instintivas. Advogam que a proibi\u00e7\u00e3o de visitas das(os)\u00a0companheiras\u00a0(os)\u00a0pode\u00a0criar\u00a0um\u00a0cen\u00e1rio\u00a0de\u00a0dist\u00farbios\u00a0na\u00a0vida\u00a0prisional\u00a0e\u00a0contribuir\u00a0para\u00a0cen\u00e1rios\u00a0dist\u00f3picos\u00a0nos\u00a0estabelecimentos\u00a0penitenci\u00e1rios\u00a0[5].<\/p>\n<p>Julgamos incomprovada a presente infer\u00eancia de cunho supostamente biol\u00f3gico. Acreditar que as visitas \u00edntimas fortalecem o processo de pacifica\u00e7\u00e3o interna dos complexos prisionais \u00e9 mais um desejo do que uma realidade. \u00c9 defender precipitadamente que esse \u00e9 um importante mecanismo de biopoder estatal, ainda que n\u00e3o haja nenhuma pesquisa conclusiva que indique isso.<\/p>\n<p>Na verdade, estabelecimentos prisionais \u2014 que fomentam visitas \u00edntimas \u2014 n\u00e3o s\u00e3o necessariamente os que possuem os criminosos com comportamentos mais ordeiros.\u00a0Afinal, estabelecimentos prisionais federais, que s\u00e3o muito mais restritivos em rela\u00e7\u00e3o a\u00a0toda\u00a0e\u00a0qualquer\u00a0forma\u00a0de\u00a0visita\u00e7\u00e3o,\u00a0s\u00e3o\u00a0os\u00a0que\u00a0menos\u00a0apresentam\u00a0eventos\u00a0de\u00a0rebeli\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, mais parece que atos de insurrei\u00e7\u00e3o prisional estejam vinculados \u00e0s restri\u00e7\u00f5es t\u00edpicas do isolamento carcer\u00e1rio, bem como da pr\u00f3pria guerra de poder l\u00e1\u00a0costumeiramente\u00a0travada,\u00a0do\u00a0que\u00a0efetivamente\u00a0em\u00a0face\u00a0da\u00a0priva\u00e7\u00e3o\u00a0sexual\u00a0dos\u00a0presos\u00a0em\u00a0regime\u00a0fechado\u00a0pela\u00a0falta\u00a0de\u00a0locais\u00a0adequados\u00a0\u00e0s\u00a0visita\u00e7\u00f5es\u00a0\u00edntimas.<\/p>\n<p><strong>As\u00a0visitas\u00a0\u00edntimas\u00a0como\u00a0um\u00a0problema\u00a0de\u00a0sa\u00fade\u00a0p\u00fablica<\/strong><br \/>\nSegundo dados do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, o n\u00famero de casos de HIV nas cadeias \u00e9 duas vezes maior do que aquele registrado na popula\u00e7\u00e3o em geral. Enquanto o n\u00famero de infectados por HIV e tuberculose cresce na popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, dados revelam que a quantidade de exames e testagem diminuiu em quase 25% do segundo semestre de 2019 para o primeiro semestre de 2020.<\/p>\n<p>Esse desencaixe \u2014 entre cuidados da sa\u00fade dos presos (mesmo que pela testagem constante dos detentos) e o fomento ao contato familiar em visitas \u00edntimas \u2014 parece conduzir o problema em tela tamb\u00e9m para o campo da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>A cultura machista impele presos casados a uma resist\u00eancia equivocada ao uso de preservativos. Por isso a difus\u00e3o de salas de encontros \u00edntimos coloca o Estado em situa\u00e7\u00e3o de fomentador de riscos ao cont\u00e1gio marital de doen\u00e7as graves e incur\u00e1veis. E tudo isso ocorrendo no interior de uma estrutura paga e mantida pelo\u00a0Estado.<\/p>\n<p>E tais dados assustadores s\u00f3 n\u00e3o parecem maiores, pois dados oficiais revelam\u00a0que\u00a0o\u00a0percentual\u00a0de\u00a0estabelecimentos\u00a0prisionais\u00a0com\u00a0estrutura\u00a0de\u00a0visita\u00a0\u00edntima\u00a0encetam\u00a0somente 33% do total global\u00a0[6].<\/p>\n<p>Em que pese o fato de n\u00e3o haver precedente espec\u00edfico, entendemos que o Estado, uma vez identificada doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel no (a) detento (a) ou no (a) visitante, deveria limitar e\/ou restringir o exerc\u00edcio do direito \u00e0 visita \u00edntima, com a finalidade prec\u00edpua de proteger a sa\u00fade p\u00fablica e a vida n\u00e3o s\u00f3 daqueles que solicitam a visita, mas tamb\u00e9m, e sobretudo, da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Mas, para variar, isso sequer \u00e9 discutido de forma profunda.<\/p>\n<p><strong>Visitas\u00a0\u00edntimas\u00a0como\u00a0ferramenta\u00a0informacional\u00a0de\u00a0organiza\u00e7\u00f5es\u00a0criminosas<\/strong><br \/>\nPor ser realizada em locais reservados (e sem qualquer monitoramento), que asseguram a total privacidade do encontro, as visitas \u00edntimas podem funcionar como\u00a0importante mecanismo de fluxo informacional entre os l\u00edderes de organiza\u00e7\u00f5es criminosas e o mundo externo.<\/p>\n<p>Esse\u00a0argumento,\u00a0inclusive,\u00a0foi\u00a0um\u00a0dos\u00a0motivos\u00a0utilizados\u00a0pelo\u00a0Ministro\u00a0da\u00a0Justi\u00e7a\u00a0em\u00a02017, Torquato Jardim, para a justifica\u00e7\u00e3o da inadequa\u00e7\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica da visita \u00edntima nos Pres\u00eddios Federais:<\/p>\n<p><em>&#8220;Considerando que o direito de visita \u00edntima do preso, vivenciado no Sistema Penitenci\u00e1rio Federal, tem sido utilizado como meio eficaz de difus\u00e3o de mensagens entre presos e familiares, servindo como ferramenta de coordena\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de ordens para beneficiar organiza\u00e7\u00f5es criminosas e tentativas de ingresso de objetos e\u00a0substancias\u00a0il\u00edcitas\u00a0dentro\u00a0das\u00a0unidades\u00a0prisionais&#8221;<\/em>\u00a0[7].<\/p>\n<p>O mecanismo parece ter ganhado t\u00f4nus de essencialidade para a manuten\u00e7\u00e3o de cadeia de comando das fac\u00e7\u00f5es mais hierarquizadas. Ind\u00edcio disso \u00e9 que, quando da\u00a0limita\u00e7\u00e3o\u00a0das\u00a0visitas\u00a0\u00edntimas\u00a0em\u00a0estabelecimentos\u00a0penais\u00a0federais\u00a0de\u00a0seguran\u00e7a\u00a0m\u00e1xima,\u00a0determinada\u00a0pela\u00a0Portaria\u00a0157\u00a0de\u00a02019,\u00a0assinada\u00a0pelo\u00a0ent\u00e3o\u00a0ministro\u00a0da\u00a0Justi\u00e7a,\u00a0fez\u00a0ele\u00a0tornar-se hipot\u00e9tico alvo de amea\u00e7as de uma das organiza\u00e7\u00f5es criminosas de calibre nacional atingidas pela medida\u00a0[8]. A medida parece ter atingido em cheio os interesses dos grupos criminosos organizados.<\/p>\n<p><strong>Modelo\u00a0da\u00a0reinser\u00e7\u00e3o\u00a0sexual\u00a0progressiva<\/strong><br \/>\nA Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais contempla f\u00f3rmula de reintegra\u00e7\u00e3o familiar (inclusive\u00a0sexual)\u00a0para\u00a0quem\u00a0cumpre\u00a0a\u00a0pena\u00a0de\u00a0forma\u00a0exemplar.\u00a0Como\u00a0dito,\u00a0a\u00a0exemplo\u00a0do\u00a0modelo\u00a0ingl\u00eas, a reinser\u00e7\u00e3o sexual verdadeira se d\u00e1 pelas sa\u00eddas tempor\u00e1rias, e n\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o das estrutura prisional para a manuten\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es sexuais permeadas de\u00a0suspeitas\u00a0sobre\u00a0a\u00a0distribui\u00e7\u00e3o\u00a0de\u00a0ordens\u00a0a\u00a0serem\u00a0executadas\u00a0extramuros.<\/p>\n<p>Seguindo\u00a0esse\u00a0molde,\u00a0n\u00e3o\u00a0se\u00a0pode\u00a0afirmar\u00a0que\u00a0o\u00a0Brasil\u00a0se\u00a0norteia\u00a0pelo\u00a0cumprimento\u00a0de pena em priva\u00e7\u00e3o absoluta do v\u00ednculo carnal entre os c\u00f4njuges. \u00c9 uma quest\u00e3o de coer\u00eancia com a desejada progress\u00e3o de regime.<\/p>\n<p>A\u00a0lei\u00a0brasileira\u00a0parece\u00a0partir\u00a0do\u00a0pressuposto\u00a0de\u00a0que,\u00a0\u00e0\u00a0medida\u00a0que\u00a0h\u00e1\u00a0progress\u00e3o\u00a0no regime\u00a0de\u00a0encarceramento\u00a0(pelo\u00a0bom\u00a0comportamento\u00a0do\u00a0preso),\u00a0a\u00ed\u00a0sim\u00a0vai\u00a0ocorrendo\u00a0a\u00a0reinser\u00e7\u00e3o verdadeira do preso em seu ambiente familiar.<\/p>\n<p>Em regra, sob as barras do regime fechado, deve haver muito mais restri\u00e7\u00f5es \u00e0s liberdades individuais e sociais do preso do que em regimes mais brandos. Por isso a visita \u00edntima, nesses casos, \u00e9 medida excepcional e discricion\u00e1ria, geralmente voltada \u00e0queles que a fazem por merecer. Por isso o r\u00f3tulo de regalia, e n\u00e3o de\u00a0direito.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 corol\u00e1rio da pr\u00f3pria comina\u00e7\u00e3o legal das penas (realizadas abstratamente pelos legisladores), mas tamb\u00e9m da pr\u00f3pria dosimetria que cada magistrado realiza quando da aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o em concreto ao criminoso. Regimes prisionais mais\u00a0restritivos\u00a0requerem medidas\u00a0mais\u00a0restritivas.<\/p>\n<p><strong>Presos brasileiros\u00a0do\u00a0semi-aberto\u00a0e\u00a0do\u00a0aberto:\u00a0regime\u00a0sexualmente\u00a0mais\u00a0permissivo<\/strong><br \/>\nNesse jaez, mais do que compreens\u00edvel que, nos termos do artigo 122 da LEP,\u00a0<em>&#8220;os\u00a0condenados\u00a0que\u00a0cumpram\u00a0pena\u00a0em\u00a0regime\u00a0semiaberto\u00a0poder\u00e3o\u00a0obter\u00a0autoriza\u00e7\u00e3o\u00a0para sa\u00edda tempor\u00e1ria do estabelecimento, sem vigil\u00e2ncia direta, nos seguintes casos: I &#8211; visita \u00e0 fam\u00edlia&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>Presos do regime aberto e semi-aberto possuem sua liberdade quase completa\u00a0(inclusive\u00a0a\u00a0sexual),\u00a0o\u00a0que\u00a0n\u00e3o\u00a0pode\u00a0ser\u00a0t\u00e3o\u00a0imperativo\u00a0quando\u00a0o\u00a0preso\u00a0estiver\u00a0inserto\u00a0no\u00a0regime fechado e, principalmente, no RDD.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 o desej\u00e1vel, pois n\u00e3o requer do Estado o custeio de salas espec\u00edficas para a\u00a0manuten\u00e7\u00e3o\u00a0de\u00a0rela\u00e7\u00f5es\u00a0sexuais\u00a0no\u00a0estabelecimento\u00a0prisional,\u00a0fomentando\u00a0que\u00a0o\u00a0preso deseje\u00a0se\u00a0comportar\u00a0para\u00a0que,\u00a0o\u00a0mais\u00a0r\u00e1pido\u00a0poss\u00edvel,\u00a0consiga\u00a0evoluir\u00a0de\u00a0regime.<\/p>\n<p><strong>A\u00a0evolu\u00e7\u00e3o\u00a0hist\u00f3rica\u00a0da\u00a0natureza\u00a0jur\u00eddica\u00a0do\u00a0instituto:\u00a0do\u00a0direito\u00a0\u00e0\u00a0regalia<\/strong><br \/>\nCabe ao Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria propor diretrizes da execu\u00e7\u00e3o de penas e de medidas de seguran\u00e7a no Brasil, nos termos do artigo 64, inciso I, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais (LEP).<\/p>\n<p>E foi no exerc\u00edcio desse mister que o referido Conselho Nacional exarou a Resolu\u00e7\u00e3o 01\/1999. Nela n\u00e3o s\u00f3 se asseverava a caracteriza\u00e7\u00e3o da visita como um direito, mas se afastava do t\u00f4nus de regalia. Isso porque, no Artigo 4\u00ba, diz-se que a visita \u00edntima n\u00e3o deve ser proibida ou suspensa a t\u00edtulo de san\u00e7\u00e3o disciplinar, excetuados os casos em que a infra\u00e7\u00e3o disciplinar estiver relacionada com o seu exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Em 2008, a Portaria 1.190 do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a regulamentou o direito a visita \u00edntima nos pres\u00eddios federais, estabelecendo que ela deve ser concedida com periodicidade m\u00ednima de duas vezes por m\u00eas, em dias e hor\u00e1rios estabelecidos pelo diretor da penitenci\u00e1ria. Tamb\u00e9m estabeleceu que somente ser\u00e1 autorizado o registro\u00a0de\u00a0um c\u00f4njuge ou companheira(o), ficando vedadas substitui\u00e7\u00f5es, salvo se ocorrer separa\u00e7\u00e3o ou div\u00f3rcio, podendo o preso nominar novo c\u00f4njuge ou nova(o) companheira(o) decorridos seis meses do cancelamento formal da indica\u00e7\u00e3o\u00a0anterior.<\/p>\n<p>Mas ainda no ano de 2008, come\u00e7aram a surgir de forma mais clara normativas que estabeleciam exce\u00e7\u00f5es a esse direito at\u00e9 ent\u00e3o quase ilimitado. Nos termos do artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba 11.671, de 8 de maio de 2008, tornou-se vedada, de forma impl\u00edcita, a concess\u00e3o de visita \u00edntima a presos do RDD, aos que tenham desempenhado fun\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a ou participado deforma relevante em organiza\u00e7\u00e3o criminosa, praticado crime que coloque em risco a sua integridade f\u00edsica no ambiente prisional de origem, al\u00e9m de outras circunst\u00e2ncias sim\u00e9tricas.<\/p>\n<p>No ano de 2017, o ministro de Estado da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica, no uso da atribui\u00e7\u00e3o que lhe confere o artigo 95 do Decreto n\u00ba 6.049, de 27 de fevereiro de 2007, decide aperfei\u00e7oar a Portaria 1.190\/2008, vez que entendeu ela incompat\u00edvel com o combate \u00e0s novas estruturas e estrat\u00e9gias do crime organizado.<\/p>\n<p>Cerca de dois anos depois, o pacote anticrime (Lei n\u00ba 13.964\/2019) permitiu ainda al\u00e9m, ou seja, a possibilidade dos pr\u00f3prios diretores de estabelecimentos penais federais de seguran\u00e7a m\u00e1xima ou o diretor do Sistema Penitenci\u00e1rio Federal suspenderem e restringirem o direito de visitas genericamente considerado (e n\u00e3o s\u00f3 de visitas \u00edntimas) por meio de ato fundamentado (Artigo 3\u00ba \u00a7 4\u00ba, da LEP).<\/p>\n<p>O pacote anticrime tamb\u00e9m alterou a Lei 11.671\/2008, proibindo, implicitamente, esse tipo de visita nas penitenci\u00e1rias federais. Ao n\u00e3o mencionar nada sobre visitas \u00edntimas, a interpreta\u00e7\u00e3o, a contrario sensu, \u00e9 a de que, ent\u00e3o, houve restri\u00e7\u00e3o de qualquer forma de visita incompat\u00edvel com os ditames elencados no artigo 3\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso II, da referida lei:<\/p>\n<p><em>&#8220;Art. 3\u00ba \u00a7 2\u00ba (\u2026) II \u2013 visita do c\u00f4njuge, do companheiro, de parentes e de amigos somente em dias determinados, por meio virtual ou no parlat\u00f3rio, com o m\u00e1ximo de 2 (duas) pessoas por vez, al\u00e9m de eventuais crian\u00e7as, separados por vidro e comunica\u00e7\u00e3o por meio de interfone, com filmagem e\u00a0grava\u00e7\u00f5es\u2026&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Por fim, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23, de 04 de novembro de 2021, revogou a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 4\/2011, do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria, passando a trazer expressamente, em seu artigo 2\u00ba, que\u00a0<em>&#8220;a visita conjugal \u00e9 recompensa, do tipo regalia, concedida \u00e0 pessoa privada de liberdade, nos termos do art. 56, II, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o penal e deve atender \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es de tratamento digno e de progressivo conv\u00edvio familiar do recluso&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><strong>A fragilidade do sistema carcer\u00e1rio brasileiro e a trag\u00e9dia dos\u00a0comuns<\/strong><br \/>\nO\u00a0Supremo\u00a0Tribunal\u00a0Federal,\u00a0na\u00a0emblem\u00e1tica\u00a0ADPF\u00a0n\u00ba\u00a0347,\u00a0reconheceu\u00a0o\u00a0estado\u00a0de coisas\u00a0inconstitucional\u00a0no\u00a0sistema\u00a0carcer\u00e1rio\u00a0brasileiro.\u00a0Deveria\u00a0ter\u00a0tamb\u00e9m\u00a0reconhecido id\u00eantica\u00a0qualidade\u00a0\u00e0s\u00a0outras\u00a0unidades\u00a0que,\u00a0de\u00a0forma\u00a0an\u00f4mala,\u00a0fazem\u00a0as\u00a0vezes\u00a0de\u00a0sistema\u00a0prisional. Afinal, no Brasil, \u00e9 tamb\u00e9m uma realidade o recolhimento de presos\u00a0provis\u00f3rios\u00a0e,\u00a0at\u00e9\u00a0mesmo\u00a0definitivos,\u00a0em\u00a0delegacias\u00a0de\u00a0pol\u00edcia.<\/p>\n<p>No\u00a0cen\u00e1rio\u00a0atual\u00a0do\u00a0nosso\u00a0sistema\u00a0carcer\u00e1rio,\u00a0muito\u00a0antes\u00a0da\u00a0efetiva\u00a0concretiza\u00e7\u00e3o\u00a0do\u00a0direito \u00e0 visita \u00edntima, h\u00e1 de se priorizar a resolu\u00e7\u00e3o das demandas urgentes, como a falta de vagas, superlota\u00e7\u00e3o, ambiente insalubre, prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as\u00a0infectocontagiosas,\u00a0comida\u00a0prec\u00e1ria,\u00a0temperaturas\u00a0extremas,\u00a0falta\u00a0de\u00a0\u00e1gua\u00a0pot\u00e1vel\u00a0e\u00a0de produtos\u00a0de\u00a0higiene\u00a0b\u00e1sica,\u00a0pois\u00a0fazem\u00a0parte\u00a0do\u00a0m\u00ednimo\u00a0existencial\u00a0do\u00a0preso.<\/p>\n<p>Essa car\u00eancia de recursos acaba acarretando t\u00edpico dilema de trag\u00e9dia dos comuns. Ou seja, um cen\u00e1rio em que indiv\u00edduos, atuando de forma independente, ego\u00edsta e descoordenada, acabam produzindo efeitos contr\u00e1rios aos interesses da maioria, esgotando irracionalmente algum tipo de recurso comum limitado.<\/p>\n<p>Uma vez que esses direitos b\u00e1sicos forem garantidos, a t\u00e3o falada (e almejada) dignidade dos presos dar\u00e1 o real segundo passo em prol de sua concretiza\u00e7\u00e3o.E nem\u00a0estamos\u00a0discutindo\u00a0outras\u00a0quest\u00f5es\u00a0sociais\u00a0subjacentes\u00a0e\u00a0que,\u00a0certamente,\u00a0impactam\u00a0no\u00a0impulsionamento das pessoas ao c\u00e1rcere (pela pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais): educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, saneamento b\u00e1sico etc..<\/p>\n<p>Poder\u00edamos\u00a0dizer\u00a0que\u00a0seria\u00a0muito\u00a0mais\u00a0proveitoso\u00a0investir\u00a0em\u00a0aspectos\u00a0seminais\u00a0da vida\u00a0em\u00a0sociedade\u00a0do\u00a0que,\u00a0ap\u00f3s\u00a0o\u00a0encarceramento,\u00a0investir\u00a0em\u00a0locais\u00a0espec\u00edficos\u00a0para\u00a0a\u00a0realiza\u00e7\u00e3o de atos sexuais pelos infratores da Lei. Mas talvez esse debate n\u00e3o chame\u00a0tanto\u00a0a\u00a0aten\u00e7\u00e3o\u00a0dos\u00a0grupos\u00a0&#8220;defensores\u00a0de\u00a0direitos\u00a0humanos&#8221;,\u00a0pois\u00a0o\u00a0importante\u00a0mesmo\u00a0parece\u00a0ser\u00a0garantir\u00a0o\u00a0direito\u00a0de\u00a0visitas\u00a0\u00edntimas\u00a0aos\u00a0presos\u00a0do\u00a0regime\u00a0fechado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n[1]\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lexisnexis.com\/community\/amp-casebrief\/casebrief-gerber-v-hickman\">https:\/\/www.lexisnexis.com\/community\/amp-casebrief\/casebrief-gerber-v-hickman<\/a><\/p>\n[2]\u00a0<strong>TEDH,<\/strong>\u00a0<em>Caso Leslaw Wojic vs. Pol\u00f4nia<\/em><strong>. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, j. 01.07.2021, \u00a7 98 e seguintes.<\/strong><\/p>\n[3]\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Relat%C3%B3rio_ECI_1406.pdf\"><u>https:\/\/<\/u>www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Relat\u00f3rio_ECI_1406.pdf<\/a><\/p>\n[4] Nesse sentido, vide AgRg no HC 787519\/SP, de 06\/12\/2022, e REsp 1894753 \/ DF, de 18\/05\/2021.<\/p>\n[5] MIRABETE. J\u00falio Fabbrini. Execu\u00e7\u00e3o Penal, 4. ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2013, p.144.<\/p>\n[6]\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Relat%C3%B3rio_ECI_1406.pdf\"><u>https:\/\/<\/u><\/a><a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Relat%C3%B3rio_ECI_1406.pdf\">www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Relat\u00f3rio_ECI_1406.pdf<\/a><\/p>\n[7]\u00a0<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/%2019266268\/do1-2017-08-30-portaria-n-718-de-28-de-agosto-de-2017-19266157\">https:\/\/www<\/a><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/%2019266268\/do1-2017-08-30-portaria-n-718-de-28-de-agosto-de-2017-19266157\"><u>.in.gov<\/u>.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/\u00a0<u>19266268\/do1-2017-08-30-portaria-n-718-de-28-de-agosto-de-2017-19266157<\/u><\/a><\/p>\n[8]\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2023\/03\/23\/moro-virou-alvo-do-%20pcc-por-decisao-que-impediu-visita-intima-diz-promotor.amp.htm\"><u>https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2023\/03\/23\/moro-virou-alvo-do-<\/u>\u00a0<u>pcc-por-decisao-que-impediu-visita-intima-diz-promotor.amp.htm<\/u><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"mailto:%70%72%61%74%69%63%61%70%6f%6c%69%63%69%61%6c%40%67%6d%61%69%6c%2e%63%6f%6d\">Adriano Sousa Costa<\/a>\u00a0\u00e9 delegado de Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s, autor pela Juspodivm e Impetus, professor da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Verbo Jur\u00eddico, MeuCurso e Cers, membro da Academia Goiana de Direito, doutorando em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG).<\/p>\n<p>Carlos Levergger\u00a0\u00e9 delegado de Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s, gerente de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas da PC-GO, p\u00f3s- graduado em Direito P\u00fablico pelo Instituto Dam\u00e1sio de Direito, ex-delegado de Pol\u00edcia Civil no estado do Mato Grosso e ex-oficial da Pol\u00edcia Militar do estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Pedro Henrique Ramos Sales\u00a0\u00e9 mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito P\u00fablico; especialista em Direito Tribut\u00e1rio pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tribut\u00e1rios; analista Judici\u00e1rio do STF; ex-assessor de Ministro do STF; e ex-assessor parlamentar no Senado Federal.<\/p>\n<p>Revista\u00a0<strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>, 23 de maio de 2023, 8h00<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visitas \u00edntimas em outros\u00a0pa\u00edses Nos\u00a0Estados\u00a0Unidos\u00a0\u00e9\u00a0proibida\u00a0a\u00a0visita\u00a0\u00edntima\u00a0em\u00a0pres\u00eddios\u00a0federais.\u00a0Na\u00a0maioria\u00a0dos\u00a0estados norte-americanos percebemos uma evolu\u00e7\u00e3o legislativa no sentido de tamb\u00e9m limitar tal prerrogativa. No ano de 1993, dezessete estados tinham programas de visita\u00e7\u00e3o conjugal; j\u00e1 na d\u00e9cada de 2000 esse n\u00famero caiu para seis, com apenas Calif\u00f3rnia, Connecticut, Mississippi, Novo M\u00e9xico, Nova York e Washington mantendo a permiss\u00e3o de tais visitas. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2348,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-3674","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-nacional"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Visitas \u00edntimas em estabelecimentos prisionais brasileiros: direito ou regalia? - Adepol-AL<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Adepol Alagoas, policia civil, policia, delegados\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/adepol-al.com.br\/portal\/visitas-intimas-em-estabelecimentos-prisionais-brasileiros-direito-ou-regalia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Visitas \u00edntimas em estabelecimentos prisionais brasileiros: direito ou regalia? 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